Fundação Sarney fraudou projeto e desviou verba da Petrobrás

Filed Under (Política) by Elizabete on 18-01-2010

SARNEY

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) nas contas da Fundação José Sarney apontou para uma cadeia de fraudes na execução de um projeto de R$ 1,3 milhão patrocinado pela Petrobrás. A investigação do órgão do governo federal acusa a entidade – criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para preservar a sua memória – de uso de notas frias e calçadas (divergência de valores), empresas fantasmas e de fachada, contratações irregulares, ausência de comprovação de serviços, entre outras irregularidades, para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Os recursos seriam destinados à preservação do acervo e à modernização dos espaços físicos da entidade, em São Luís. Mas a CGU apurou, por exemplo, que R$ 129 mil da Petrobrás foram desviados para custear despesas da fundação, como energia, impostos e refeições. “Gastos que não estavam previstos no plano de trabalho”, informa o relatório da auditoria. A CGU é dirigida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado de Sarney.

Esse é o primeiro resultado da investigação de um órgão público no patrocínio da Petrobrás e confirma reportagem publicada pelo Estado em 9 de julho do ano passado, sobre o desvio dos recursos. Naquele mesmo mês, a CGU abriu a auditoria nas contas da entidade. O relatório foi enviado na semana passada ao Ministério da Cultura, intermediário do patrocínio.

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Jornal mostra ação da família Sarney

Filed Under (Política) by Elizabete on 26-10-2009

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O jornal Folha de S. Paulo revelou, na edição de ontem, que investigação da Polícia Federal apontou suposto tráfico de influência do empresário Fernando Sarney em repartições públicas do setor elétrico com o conhecimento e participação de seu pai, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A investigação, ainda de acordo com a publicação, reúne interceptações telefônicas feitas mediante autorização judicial.

Em uma gravação mostrada pelo jornal, Sarney orienta o filho a arranjar emprego para aliados na cúpula da Eletrobrás, vinculada ao Ministério das Minas e Energia, pasta dirigida pelo ministro Edison Lobão, amigo do senador.

Outra interceptação, também reproduzida pela Folha, mostra Fernando comunicando que após concretizadas as nomeações indicadas pelo pai ele iria “atacar” os apadrinhados para liberar recursos de patrocínio a entidades privadas ligadas à família Sarney.

Há duas semanas, a Folha divulgou que a família Sarney interfere na agenda de Lobão, o que foi negado pelo ministro. A reportagem mostrava que Fernando tem acesso garantido ao gabinete do ministro. Na ocasião da reportagem, Lobão declarou que o filho de Sarney “não marca nem desmarca audiências, pode solicitá-las”.

A investigação da PF ainda não foi concluída – nem o senador é alvo de apuração porque para isso a polícia teria que solicitar autorização ao Supremo Tribunal Federal. Mas as gravações mostradas pela Folha revelam que os contatos para preenchimento de cargos na Eletrobrás tiveram início em fevereiro de 2008, um mês depois da posse de Lobão no cargo de ministro de Minas e Energia.

No dia 14 daquele mês, Fernando solicitou auxílio do pai para arrumar uma colocação para um amigo dele, o engenheiro Flávio Decat, apanhado várias vezes pela interceptação da PF. “Quero orientação a respeito daquele meu amigo lá do Rio que está aí esperando um chamado seu, da Roseana. E eu preciso de uma orientação”, disse Fernando ao presidente do Senado, ainda de acordo com reportagem divulgada pelo jornal. “Manda passar lá no Senado. Às 17h30 no meu gabinete”, sugeriu Sarney.

Três meses depois Decat estava empregado na Diretoria de Distribuição da estatal, setor criado por Lobão. Outra indicação de Sarney, que teria sido feita a pedido do filho, foi a do engenheiro José Antonio Muniz para a presidência da Eletrobrás, em março de 2008. “Deu certo”, disse Muniz, quando soube da nomeação. “Tô sabendo já”, devolveu Fernando, segundo diálogo reproduzido pela Folha. “Como diria aquela frase do Galvão Bueno: eu já sabia. Estou satisfeito que tudo deu certo, que vai ser bom para o Lobão. Vai ser bom para todos.”

Entre agosto e dezembro, a ONG do Maranhão – da qual Sarney é presidente de honra – recebeu R$ 590 mil da Eletrobrás em forma de patrocínio para festas no Estado, mostrou o jornal. Uma dessas solenidades teria sido realizada pela governadora Roseana Sarney (PMDB).

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Trajetória oportunista de José Sarney e Lula

Filed Under (Política) by Elizabete on 20-10-2009

Todos sem a menor vergonha na cara.

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Sarney volta a manifestar apoio ao MST

Filed Under (Política) by Elizabete on 30-09-2009

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Depois de discursar, na semana passada, defendendo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) voltou hoje a manifestar apoio à entidade. Sarney afirmou que os brasileiros precisam fazer uma reflexão sobre os problemas do campo e lamentou que a sociedade não tenha atualizado sua legislação sobre o assunto, ao receber um manifesto assinado por representantes de organizações brasileiras e estrangeiras que defendem o direito à terra.
Quando assumiu a presidência, Sarney justificou o enviou de policiais do Senado ao Maranhão, alegando que membros do MST ameaçavam invadir sua casa na praia do Calhau, em São Luís.
O manifesto foi entregue por parlamentares do PT, PCdoB e PSOL, pelo bispo emérito de Goiás, Dom Tomás Balduíno e pelo novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas.

A UNE, que há três meses fez manifestação no Senado pela saída de Sarney, também mudou. O novo presidente da entidade pediu aos fotógrafos que o registrassem abraçado ao presidente do Senado.

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Filho de Sarney teria dito que 'coloca quem quiser' no Senado

Filed Under (Política) by Elizabete on 23-09-2009

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Em uma conversa interceptada pela Polícia Federal, o filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando Sarney diz que é dono de uma vaga em um gabinete do Senado e coloca “quem quiser” lá dentro. A informação é da edição desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

O gabinete seria do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A gravação ouvida pela Folha diz respeito a uma afirmação direcionada ao filho de Fernando, João Fernando, em 27 de agosto de 2008. O cargo que teria sido referido seria ocupado por João Fernando nesta data. Em 2 de outubro, segundo informa o jornal, ele foi demitido de forma sigilosa devido ao cerco ao nepotismo.

A conversa teria sido gravada pela PF com autorização da Justiça, e tinha como tema a decisão do STF em proibir a contratação de parentes nos três poderes. João Fernando, segundo a Folha, foi tranquilizado pelo pai na ocasião. “Ele (Cafeteira) já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser”, teria dito Fernando. João Fernando ganhava R$ 7,2 mil reais como salário no cargo e, depois da sua demissão, teria assumido o cargo a sua mãe, Rosângela Gonçalves.

O senador Epitácio Cafeteira disse à Folha que Fernando Sarney o ajudou na campanha para o Senado e que contratou João Fernando e Rosângela “porque quis”. O jornal constatou que Rosângela não teria comparecido ao gabinete de Cafeteira na segunda e na terça, assim como João Fernando também teria aparições raras no gabinete.

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Sarney diz que Brasil deve abrigar Zelaya

Filed Under (Política) by Elizabete on 22-09-2009

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O presidente do Senado, José Sarney, defendeu nesta terça-feira a atitude do Brasil de abrigar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. “Zelaya representa a resistência ao autoritarismo que viola as instituições. Nossa obrigação é acolhê-lo”.

Quase três meses após ter sido deposto do cargo,  Zelaya, conseguiu voltar ao seu país, onde buscou refúgio na Embaixada do Brasil, já que corre o risco de ser detido devido à ordem de prisão expedida contra ele.
Preso por um grupo de militares e deposto do cargo no dia 28 de junho, Zelaya foi obrigado a embarcar em um avião e deixar o país rumo à Costa Rica. Em seu lugar assumiu o então presidente do Congresso hondurenho, Roberto Micheletti, cujo governo, desde o início, não foi reconhecido pela comunidade internacional.

Para destituir Zelaya da Presidência – ato classificado pelo governo brasileiro, entre outros, como um golpe de Estado a oposição alegou que ele infringiu a Constituição ao insistir na realização de uma consulta à população sobre mudanças constitucionais, entre elas, a possibilidade de reeleição presidencial. Em Honduras, a Constituição veta a reeleição.

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O livro de Palmério Dória sobre Sarney!

Filed Under (Política) by Elizabete on 21-09-2009

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Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do País, conta pela primeira vez, num livro, toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle quase total do Senado pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Nasceu, cresceu e criou dentes dentro do Tribunal.
As primeiras trapaças com a urna.
Al Capone seria aprendiz perto desse rapaz de bigodinho, disse o italiano logrado.
Coronéis baixam no Maranhão com ordens de Castelo: “eleger” Sarney.
Um milhão de maranhenses migram.
Caçula diploma-se em delinquenciologia no governo Maluf.
Homem da mala morre, dinheiro some, Sarney tem um troço.
No confisco de Collor, caçula salva a grana da família na calada da noite.
Na área de energia, vendem até o poste.
Maranhenses só veem na tevê o que os netinhos da ditadura querem.
Operação Boi-Barrica pega diálogos de arrepiar.
Caçula não sai de casa sem o principal adereço: habeas corpus preventivo.
Lama jorra no Senado. A máquina de atos secretos

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Sarney dobra salário de assessor blogueiro

Filed Under (Política) by Elizabete on 17-09-2009

Sarney

No auge da crise do Senado, o blogueiro Said Dib se referia aos senadores que faziam oposição ao presidente José Sarney (PMDB-AP) como “patetas” e “vermes golpistas”. Na época, ele era assessor de Sarney na Presidência da Casa com salário de R$ 3,4 mil.

Passada a turbulência, com Sarney livre dos processos por quebra de decoro no Conselho de Ética, Dib teve seu salário mais do que duplicado: um despacho de Sarney, publicado quarta-feira, elevou o salário do blogueiro para R$ 7,4 mil.

Dib, que se diz “assessor de imprensa de Sarney”, classifica, em seu blog pessoal na internet, parlamentares como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSDB-PA) de “vermes golpistas”. Ontem, procurado pelo Estado, repetiu as acusações. “Quero que eles me processem. São vermes porque estão contra a instituição Senado”. No blog, ele chama o senador Renato Casagrande (PSB-ES) de “pateta”.”É uma pateta mesmo, oportunista”, afirmou.

A estratégia de Sarney para promover Barbosa foi transferi-lo da Presidência do Senado para o Órgão Central de Execução e Coordenação, vinculado à Diretoria-Geral. É um setor que abrigou – por meio de atos secretos – apadrinhados de senadores e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Dib é funcionário da Presidência do Senado desde 1º de fevereiro de 2003, quando Sarney assumiu o comando da Casa pela segunda vez. Segundo os registros eletrônicos do sistema de publicação, ele sempre foi lotado na presidência, inclusive no período de outros presidentes, como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Segundo funcionários, Dib nunca apareceu para trabalhar na presidência e, se mantiver as tarefas que vem exercendo a serviço de Sarney, não deve cumprir expediente na diretoria-geral. Além do blog pessoal, Dib cuida do site Amapá no Congresso, produzido diretamente do gabinete do Sarney com o objetivo de divulgar as atividades parlamentares do senador.

O servidor nega que a promoção salarial tenha ligação com a defesa ferrenha que vem fazendo do patrão. Ele considera baixo o salário que recebia até hoje, de R$ 3,4 mil. “Até quem vive de entregar coisas no Senado ganha isso”, disse. Na opinião dele, os ataques aos senadores não conflitam com seu cargo de funcionário da Casa. “Sou um cidadão, é algo particular, para me manifestar. O presidente Sarney é inocente de tudo.”

Fonte: De Leandro Cólon e Rosa Costa no Estadão

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