agosto 2010


Era para ser mais uma formatura em uma pequenina cidade de Massachusetts. Quase 170 adolescentes colariam grau juntos, vestindo uma beca com as cores da escola, lilás e branco.

Mas, aí, cerca de dez brasileiros no meio dessa turma cismaram de usar um lenço com a bandeira do Brasil durante a cerimônia. Sabendo que a escola preza pela formalidade (…burocrática), os estudantes foram pedir autorização.

O diretor negou, argumentando que há décadas a formatura é idêntica, e nenhum acessório não relacionado à escola é permitido. Mas concedeu: eles poderiam usar um broche com a bandeira.

O caso ganhou os jornais locais, gerou debate entre moradores e chegou ao comitê da escola. Sob discursos emocionados em defesa da “liberdade americana”, o diretor foi derrotado, e os alunos se formaram com o adereço verde e amarelo.

Caretice ou discriminação?

Uma das “líderes” do protesto, a formanda Paola Maiesky, 18, diz que os estudantes queriam “partilhar a nossa cultura e representar o nosso país em um dia tão especial, e fomos discriminados levando um ‘não’ do diretor”.

A escola nega que se trate de uma questão de nacionalidade e repete que certas formalidades precisam ser seguidas. A pergunta é: discriminação ou mania de perseguição?

2leep.com

1 Comentário em Discriminação?

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