Lembraram? Pois é, o referido ator tem vivido um drama pessoal nos últimos meses. Isolado em sua casa, na Barra, Rio de Janeiro, ele está em uma cadeira de rodas. Guilherme sofre de uma doença degenerativa, uma síndrome neurológica chamada Machado-Joseph, que compromete a capacidade motora do paciente. “Segundo o pai “Ele herdou a doença da mãe e já perdeu outro filho com a mesma doença”. Guilherme fica na cadeira de rodas o tempo todo. Tem horas que está lúcido e tem horas que não”. Triste,né?
Tweetar 2leep.comUma cirurgia inédita ajudou uma inglesa a colocar seus dois pés no chão de novo. A fisioterapeuta Dia Joanne, de 37 anos, sofria de distonia, doença que provoca contrações musculares involuntárias em diferentes partes do corpo. Essa condição neurológica foi causada por um acidente que ela sofreu aos 15 anos de idade. Por causa disso, foi apelidada de “Senhora flamingo”.
A última contração muscular aconteceu há quatro anos, quando sua perna esquerda se levantou e, desde então, não baixou mais. Dia só conseguia se locomover com muletas, porque a posição de sua perna afetava o equilíbrio. Além disso, todas as suas roupas eram feitas sob encomenda. Depois de se submeter a nove horas de operação, em um hospital de Birmingham, na Inglaterra, ela agora só tem a comemorar.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, a fisioterapeuta afirmou que a operação foi uma grande aposta. “Mas eu sabia que não poderia continuar do jeito que eu era. Estava ficando muito difícil. A dor era terrível”, disse ela, que chegou a recusar o procedimento quando soube pelos médicos que poderia levar as distorções para outras partes do corpo, mas acabou aceitando. Foi necessário colocar enxerto de pele na perna, e ela se recupera bem na própria casa.
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Ela fica escondida perto do gogó, é pequena, tem o formato de uma borboleta, mas sozinha controla algumas das funções mais importantes do organismo – o peso corporal é apenas uma delas. Quando trabalha lentamente, a glândula tireoide reduz a produção de hormônios – o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina) – e prejudica muito a qualidade de vida. Que o diga o jogador Ronaldo:
Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o seu metabolismo, e que para controlar esse distúrbio eu teria que tomar alguns hormônios que não são permitidos no futebol porque seria doping. Muitos aqui agora talvez estejam arrependidos de terem feito chacota do meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém – declarou ele no início da coletiva em que anunciou o adeus.
Se a disfunção não for tratada, pode trazer consequências graves, de insuficiência cardíaca a retardo mental. Mas a solução para o problema é mais ou menos simples, com a reposição oral, às vezes pelo resto da vida, de hormônio. E a pessoa pode levar uma vida normal.
Os hormônios produzidos pela tireoide atuam no crescimento, no controle de peso, no ciclo menstrual, na fertilidade, no sono, no raciocínio, na memória, na temperatura corporal, nos batimentos cardíacos, na eliminação de líquidos, no funcionamento intestinal e na força muscular. Para detectar hiper ou hipotireoidismo são realizadas dosagens hormonais (TSH, T4 e/ou T3) em coleta de sangue, a qualquer hora do dia.
No início, os principais sintomas são cansaço, fraqueza, cãibras, maior sensibilidade ao frio, lentidão, pele seca, dor de cabeça, sangramento menstrual excessivo, prisão de ventre, unhas fracas, cabelos finos e ralos, palidez na pele. Com a evolução, a pessoa apresenta fala mais arrastada, ausência de suor, ganho de peso, prisão de ventre, inchaço, rouquidão, redução da sensibilidade a odores e ao tato, queimação gástrica, dores musculares, falta de ar, angina e perda de audição.
Os sintomas de hipotireoidismo são sutis e, nem sempre, a disfunção é identificada de imediato. Como a doença geralmente se instala lentamente, muitas pessoas não percebem e, normalmente, são os familiares que chamam a atenção para a mudança ocorrida. A consequência é que os sintomas pioram de forma significativa a qualidade de vida – diz a endocrinologista Laura Ward, professora da Unicamp e vice-presidente do departamento de tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que participa da campanha “Mulher Sem falta”, que esclarece os sintomas da doença.
Se a doença não for controlada, pode causar insuficiência cardíaca, elevação de gorduras do sangue, doença coronária, hipertensão, glaucoma, anemias, disfunções respiratórias, retardo mental, surdez e deficiência no crescimento em recém-nascidos, doenças gastrintestinais e neurológicas.
O problema atinge ambos os sexos, mas principalmente mulheres (estima-se que 10% delas sofrem desse mal) acima dos 40 anos, pacientes em radioterapia de cabeça e pescoço, indivíduos que já apresentaram problemas de tireoide, usuários de lítio ou amiodarona, homens acima dos 65 anos, história familiar de diabetes e portadores de Tireoidite de Hashimoto ou lupus.
Fonte: O Globo
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Elas nunca estão satisfeitos com o corpo e tão pouco se veem como realmente são. Algumas se acham obesas, outras magras e sempre enxergam algo dissonante no corpo, que na realidade não existe.
Assim são as características das pessoas acometidas pelo dismorfismo corporal, síndrome que se caracteriza por uma preocupação excessiva com um defeito imaginário no próprio corpo.
“Constantemente somos procurados por pacientes em perfeitas condições, mas que estão insatisfeitos com alguma coisa no corpo”, afirma o cirurgião plástico Múcio Leão Pessoa de Castro. “Apesar dos benefícios da cirurgia plástica, é preciso avaliar as reais necessidades do paciente, a fim de detectar possíveis distúrbios psíquicos de autoaceitação”, diz.
Segundo o profissional, o dismorfismo é tão sério quanto a anorexia ou a bulimia. “O paciente transforma pequenos defeitos, como uma pinta ou uma cicatriz, em algo monstruoso. Além disso, há aqueles que se acham feios, mesmo sem apresentarem nenhuma anormalidade estética.”, declara Múcio. “E mesmo se submetendo a vários tipos de cirurgias, ainda não ficam satisfeitos com o resultado”.
O dismorfismo corporal não é uma doença nova. Ela vem sendo diagnosticada desde 1987 e foi descrita pela primeira vez há meio século. Porém, muitas pessoas têm o distúrbio e não sabem. “Geralmente, o tratamento é feito com antidepressivos e terapias. Se não tratado, o paciente pode chegar ao suicídio”.
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