setembro 2009

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O pedido feito por sete senadores para que a abertura dos processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fosse analisada pelo plenário do Senado não será votado no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Eros Grau arquivou em definitivo a ação e afirmou que não cabe ao STF se manifestar sobre decisões das casas legislativas “em virtude do princípio constitucional da chamada separação de poderes”, sendo “insuscetível de apreciação pelo Poder Judiciário”. (Confira as denúncias contra Sarney )

Fonte: Jornal O GLOBO

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agosto 2009

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado como relator de um mandado de segurança que pede a reversão o arquivamento de todas as 11 ações apresentadas no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Contudo, como Barbosa está em licença médica, o ministro Eros Grau foi designado como relator de um pedido de liminar, que está ligado ao mandado de segurança, para que a discussão sobre as ações seja levada ao Plenário do Senado. As informações são da assessoria de imprensa do Supremo.

Se a liminar for concedida pelo STF, será votado no Plenário se serão abertas investigações relativas às 11 denúncias e representações contra Sarney. Contudo, informa o Supremo, o mandado de segurança ainda deve ser analisado pelo tribunal, que pode até mesmo, negar o mandado, cassar a liminar, anular uma possível votação em Plenário e enterrar novamente as ações.

Um grupo de sete senadores recorreu na quinta-feira junto ao Supremo contra o arquivamento de todas as 11 ações apresentadas no Conselho de Ética do Senado contra Sarney. Apesar de todas as representações e denúncias terem sido arquivadas no colegiado, os parlamentares decidiram ingressar com o mandato de segurança no Supremo para permitir que representações e denúncias possam ter seguimento na Casa.

Como os senadores recorreram primeiro à Mesa Diretora do Senado e esta informou que não seria possível desarquivar as ações, os senadores agora pedem que uma decisão do STF venha a anular a decisão da Mesa e permitir que a questão seja tratada pelo plenário da Casa.

No documento, os senadores detalham as negociações ocorridas dentro do Congresso. “Foram apresentadas representações e denúncias contra o senador José Sarney, todas pedindo investigação e esclarecimento de fatos à luz do decoro e da ética parlamentar”, afirma. “O presidente do Conselho não recebeu as representações e denúncias e, por despacho unilateral e monocrático, mandou arquivá-las”, acusa o texto do mandado.

“É forte o dano e irreparável o prejuízo à imagem e prerrogativa dos parlamentares impetrantes, com o perigo do descredenciamento e retirada de legitimidade dos parlamentares frente aos seus eleitores”, argumentam os senadores na ação.

O documento conta com a assinatura dos senadores José Nery (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Kátia Abreu (DEM-TO), Renato Casagrande (PSB-ES), Jefferson Praia (PDT-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Simon (PMDB-RS).

Desde que assumiu o comando do Senado, José Sarney é acusado de cometer uma série de irregularidades, que incluem responsabilidade na edição dos chamados atos secretos, desvio de recursos de um patrocínio feito pela Petrobras à fundação que leva seu nome, além da prática de tráfico de influência em favor do namorado de uma neta sua. As 11 ações contra o peemedebista, protocoladas no Conselho de Ética, foram arquivadas. O senador nega as acusações.

Fonte: Terra


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